As almas gêmeas e as laranjas

16 de abril de 2012

0 comentários

(Obs.: este post não expressa opinião ou conhecimento de cunho religioso)


As metades
Da laranja
Doooois amantes, doooois irmããããos
Duas forças
Que se atraem
Sonho liiiiindo de viveeeeer
Tô morrenDU
de vontade de vooooocêêêêêêêêêêêê

Ah, confesse, você também cantou.

Tem coisa errada nessa música. Aliás, duas. Você não reparou?
A primeira é essa história de dois irmãos. Se tem uma coisa que duas pessoas apaixonadas NÃO SÃO é irmão. Nada a ver. Nem pode.
A outra, que causa um monte de problemas na vida, é essa história de metades da laranja. 

Pelo Amor de Deus, esqueça isso.

Sobre homens e pombos

9 de abril de 2012

0 comentários

Nessas férias, fiz uma viagem à linda capital do Paraná, Curitiba, na companhia de minha irmã. Uma viagem que recomendo a todos, principalmente aos brasileiros.
Certo dia, estávamos na Praça Tiradentes, marco zero da cidade e primeiro ponto de embarque do ônibus da Linha Turismo, que visita 24 pontos turísticos da capital paranaense. Aguardávamos pela chegada do próximo ônibus.
Como é comum em praças, havia muitos pombos. Dois deles, em específico, estavam no chão, próximos a nós, e simulavam um “beijo de língua”: um colocava o bico dentro do bico do outro e os dois sacudiam freneticamente as cabeças, depois se soltavam. Era muito lindo, mesmo pra quem não estava em “estado de encantamento”, como normalmente fico quando estou viajando (absolutamente tudo é lindo e novo). Os dois pombinhos – que estavam muito longe de serem branquinhos – voavam sempre juntos.
Atrás de nós, havia um casal (de amigos, de primos, de irmãos, menos de namorados). A moça, bem mais jovem que eu, viu as aves “se beijando” e sua reação me impressionou.

Cálculos emocionais

19 de março de 2012

0 comentários

Você muito provavelmente participa de redes sociais. E já deve ter observado o quanto são frequentes desabafos públicos, principalmente dia de domingo.
Certa vez, conversando com um amigo meu, acabei puxando esse assunto. Questionei por que algumas pessoas sentem a necessidade de expor suas tristezas e frustações para tanta gente. Não é raro a gente entender, seja interpretando, seja lendo literalmente o que está escrito, o porquê, o como, o quando da tristeza. Às vezes, a gente sabe até quem são os amigos em que a pessoa triste se apoia.
Há mesmo quem entre nas redes sociais exclusivamente para se queixar.
Qual seria a explicação da necessidade de contar pra tanta gente uma dor, uma insatisfação?

Relacionamentos e Livrarias

14 de março de 2012

0 comentários

Ir à minha livraria preferida é como visitar um amigo, daqueles bem próximos: embora eu lamente a distância geográfica entre nós, que me faz acordar cedo e ir dormindo no ônibus, eu fico feliz pelo reencontro. Pouco importa se nos vimos ontem ou há anos: entrar em contato, ao vivo, com um objeto de seu afeto é coisa valiosa e empolgante. Vou sabendo que sou bem-vinda sempre que aparecer e tudo me convida a chegar e a demorar-me um pouco – sei que ali também é o meu lugar.
Mas essa é a sensação só da ida.

Ao cruzar a porta da livraria, surge uma nova impressão…

Desculpe o desabafo…

1 de março de 2012

0 comentários

“Desculpe eu encher você com as minhas coisas…”
“Você tá tão bem e eu te falando tanta coisa ruim, né?…”
“Desculpe eu estar despejando tanta coisa em você…”
Tenho uma amiga muito querida que detesta pedido de desculpas. Dela mesma ou dos outros.
E, neste post, eu vou apoiar esse pensamento dela.

Dama de Ferro – mas não de aço

27 de fevereiro de 2012

0 comentários

Assisti a “A Dama de Ferro” (The Iron Lady), filme pelo qual a sempre incrível Meryl Streep recebeu o merecido Oscar de Melhor Atriz este ano.

O que eu mais gostei da história de Margareth Thatcher?
Bom…
Está certo que ser a primeira mulher a comandar um governo na Inglaterra e no mundo é uma grande vitória.
Está certo que permanecer nesse cargo por 20 anos é outra imensa vitória.

Mas o que eu mais gostei na história da Dama de Ferro foi a sua ferrugem.

Na minha ou na sua?

6 de dezembro de 2011

2 comentários

"Antes de julgar a minha vida ou o meu caráter...
Calce os meus sapatos e percorra o caminho que eu percorri, viva as minhas tristezas, as minhas dúvidas e as minhas alegrias.
Percorra os anos que eu percorri, tropece onde eu tropecei e levante-se assim como eu fiz. E então, só aí poderás julgar.
Cada um tem a sua própria história. Não compare a sua vida com a dos outros.                       Você não sabe como foi o caminho que eles tiveram que trilhar na vida."
(atribuído a Clarice Lispector)

 Eu sei que você concordou. Assim, à primeira vista, parece mesmo perfeito.


Sinceramente, eu desconfio que só a penúltima linha está certa…

Que bom que te perdi!

28 de novembro de 2011

7 comentários

Este post é suspiro de alívio!

Uma colega contou que uma decepção amorosa a incentivou a pesquisar determinado assunto na área jurídica. Desenvolveu uma monografia de 82 páginas a respeito. O tema é recente e polêmico, ainda são poucos os que, na área jurídica, se dispõem a falar sobre ele.
Depois, ela transformou sua monografia em um artigo científico, o qual fez parte de um grupo de 44 artigos que concorriam à publicação em uma revista científica de uma universidade de outro estado.
Apenas 11 foram selecionados – ele foi um deles.
No meio jurídico, isso é importantíssimo: vale ponto em concurso público e valoriza o currículo.

Então, certo dia, no MSN, minha colega contou isso ao ex, começando assim:
“olha, obrigada!”
“por quê?”
“porque graças ao que você me fez, olha onde eu cheguei!”

Desculpe, mas eu vou chorar

4 de outubro de 2011

6 comentários

Seu problema ser grande significa que o meu é menor, ou inferior, ou desimportante?